
Esta semana tem Bola Quadrada Especial, que vai ao ar nesta segunda, 2, às 21h. E o convidado é Roberto Cevoli, técnico da seleção da República da San Marino, última colocada no ranking da Fifa. Cevoli abriu o jogo sobre os bastidores da equipe da minúscula e mais antiga república do mundo. O treinador italiano naturalizado são-marinhense detalhou a engenharia por trás da conquista histórica na Nations League, onde quebrou um jejum de vitórias de duas décadas e garantiu uma promoção inédita. Ele também explica como contornou o amadorismo de um elenco formado majoritariamente por estudantes e trabalhadores comuns através de uma parceria inovadora com o clube italiano Pietracuta, permitindo treinos diários que antes eram impossíveis.
Um dos pontos altos do diálogo foi a reverência de Cevoli a Carlo Ancelotti. O técnico recordou com nostalgia os tempos em que foi zagueiro da Reggiana, atuando sob a batuta de Ancelotti em seu ano de estreia como treinador principal. Cevoli descreveu o seu antigo mestre como uma figura “séria, honesta e equilibrada”, cuja maior virtude é a gestão humana do vestiário. Foi com base nessa experiência pessoal que Cevoli opinou enfaticamente sobre a Seleção Brasileira: para ele, a hipotética chegada de Ancelotti ao comando do Brasil representaria “a marcha a mais” necessária para o título mundial, valorizando a gestão de grupo acima da tática pura em torneios curtos.
Ao final, ficou claro que o método de Cevoli transcende as quatro linhas. Ao transferir coragem a um grupo habituado à derrota, ele provou que, com organização e a inspiração correta, até a menor república do mundo pode viver dias de glória e competir com dignidade no cenário internacional.
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Fonte: veja.abril.com.br


